Saúde

Gestão da saúde: sete formas eficazes de controlar a sinistralidade

8 de maio de 2019 | por Fernando Castela

No post anterior destacamos como o investimento em novas tecnologias pode ser um forte aliado na gestão da saúde, principalmente na diminuição das burocracias e redução de custos em geral.

Neste post, ainda discutiremos as vantagens da digitalização de processos e uso da tecnologia, porém focando principalmente no controle da sinistralidade.

A seguir, confira sete tomadas de decisão que podem influenciar diretamente nos impactos da sinistralidade em relação à saúde suplementar.  

# 1 - Eficiência ao investir em  tecnologias inovadoras

Uma das principais decisões que um gestor de saúde deve pensar ao tentar reduzir os gastos e a sinistralidade é investir em novas tecnologias. A utilização de ferramentas como portais e aplicativos mobile, garante maior eficiência dos processos, redução de despesas administrativas e aumento da produtividade de seus colaboradores.

Quanto mais eficiente é um processo, menos pessoas são envolvidas em sua execução. Além disso, com a transformação digital, o uso de papel e local de armazenamento se torna praticamente dispensável.

# 2 - Padronização da Gestão de Processos e Pessoas

Ao unir tecnologia à gestão de processos e pessoas, a utilização de ferramentas com workflow torna algumas rotinas mais eficientes, como: monitor de regulação controlando os prazos da ANS, monitor de análise de contas médicas aplicando todas glosas parametrizadas, monitor de protocolos da central de atendimento e SAC, etc. Outros benefícios:

  • Flexibilidade na parametrização das regras de negócio;
  • Trabalhar com várias tabelas de procedimentos e de materiais;
  • Padronização e aplicação de regras de segurança (perfil de acesso);
  • Controle de auditoria nos pagamentos;   
  • Redução de fraudes com aplicação de inteligência artificial (AI), entre outros.

Por meio da padronização de processos, o relacionamento entre operadora, beneficiário e prestador de serviços fica mais fácil e ágil. Além disso, a possibilidade de aplicação de regras para reduzir o número de fraudes ajuda na diminuição do valor da sinistralidade.

# 3 - Melhor relacionamento com a rede

A implantação de um Portal que una os três pilares da gestão da saúde, operadora, beneficiário e prestador de serviços, pode ser a solução da perda de tempo e dinheiro por conta da burocracia.

A partir do Portal, é possível:

  • Automatizar as autorizações (consultas, exames, internações, etc.);
  • Padronizar regras contratuais, de auditoria e coberturas;
  • Estabelecer regras que facilitem os pagamentos, entre outros.

Este último item funciona praticamente da mesma forma que a tecnologia de Gestão de Pessoas e Processos. A operadora determina uma série de regras que devem ser seguidas na hora do pagamento por parte do prestador de serviços. Agindo dessa forma, recebe uma conta mais limpa, diminuindo drasticamente o número de fraudes e, consequentemente, o valor da sinistralidade.

# 4 - Agilidade na gestão de internados

Praticamente metade do gasto mensal em sinistros é proveniente da internação de beneficiários. Utilizar uma ferramenta de gestão permite uma gerência mais ágil, unindo médicos, enfermeiros e setor administrativo por meio de seus dispositivos móveis.

Este software, que pode ser usado como um aplicativo em celular, também possibilita a abertura e envio de ordens de serviço e posterior inclusão de informações dos pacientes após a visita do profissional. Dessa forma é possível fazer uma análise e tentar diminuir o número de diárias de internação e, por conta disso, o valor do sinistro.

# 5 - Economia com monitoramento de beneficiários

Aplicar seu dinheiro numa ferramenta tecnológica que monitore parte da população é investir na redução de custos a curto prazo.

A partir da análise de uma parte da carteira de vidas da operadora, o sistema encontra quem são os maiores utilizadores de saúde suplementar, seja por conta de doenças crônicas ou patologias sérias, e faz um direcionamento para o melhor profissional, hospital ou clínica.

Também é possível entrar em contato com o beneficiário em determinados períodos de tempo e, sempre que ele precisar de algum atendimento específico, direcioná-lo a um profissional da rede credenciada que já possua seu histórico hospitalar.

Agindo dessa forma, é possível evitar que exames ou procedimentos em período de validade tenham que ser refeitos.

# 6 - Economia a longo prazo com a análise preditiva

Assim como no monitoramento de beneficiários, esta tecnologia utiliza uma inteligência artificial que, por meio de padrões e históricos de comportamentos, é capaz de identificar, numa parcela da população, pessoas que podem desenvolver certas patologias como diabetes, hipertensão, doenças cardíacas, entre outros.

Para impedir que estas doenças ou problemas de saúde evoluam, estes pacientes podem ser monitorados a longo prazo e encaminhados para programas preventivos, evitando, assim, que no futuro eles se tornem beneficiários de alto custo.

# 7 - Redução de gastos com a telemedicina

A tecnologia que envolve a telemedicina é extremamente nova e muito eficaz. Um aplicativo pode ser utilizado pelo beneficiário para entrar em contato com determinados profissionais da saúde e fazer sua consulta médica de forma completamente on-line.

A telemedicina pode ser uma grande aliada da redução de custos, porque o beneficiário evita de ir até um prestador de serviços que cobre um preço mais caro e a operadora consegue controlar melhor o valor da sinistralidade.

A curto prazo, investir em ferramentas de inovação tecnológica que una os três pilares da gestão da saúde é a forma mais rápida e eficiente de controlar a sinistralidade. Para resultados a longo prazo, a análise preditiva pode ser uma forte aliada na redução de custos.

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