Compliance Jurídico

O que atrapalha o departamento jurídico na hora do cálculo trabalhista?

21 de Julho de 2016 | por Equipe Benner

Estimativas do Tribunal Superior do Trabalho (TST) sinalizam que três milhões de ações trabalhistas devam ingressar na justiça brasileira em 2016 — um crescimento de 13%, se comparado com 2015. Trocando em miúdos, esse dado reforça a necessidade de a gestão do departamento jurídico ter mais atenção com  o cálculo trabalhista, criando mecanismos que deem segurança nesse procedimento e, principalmente, evitem prejuízos para a empresa.

Mas, para que o gestor seja efetivo nessa tarefa, é preciso conhecer os aspectos que mais contribuem para falhas no cálculo para, desse modo, atuar preventivamente com mais efetividade no departamento. Os quatro fatores de atenção ao fazer o cálculo trabalhista são:

#1 Complexidade do cálculo:

Os tantos elementos que precisam ser levados em consideração tornam essa conta bem complicada de ser feita. Adicional de insalubridade, repouso semanal remunerado, INSS, desconto de faltas, FGTS, contribuição sindical e comissão (em algumas funções), são algumas das variantes que interferem no cálculo trabalhista. Fica ainda mais difícil gerenciá-las quando a empresa não possui esses dados organizados, falha que pode custar caro.

 


#2 Dificuldade no acompanhamento dos contadores:

Outra pedra no sapato da gestão do departamento jurídico é o desafio de acompanhamento da equipe terceirizada, normalmente contratada para apoiar na produção do cálculo trabalhista, tendo em vista que nem sempre a área de Recursos Humanos (RH) ou a área Jurídica dispõem de profissionais para executar essa tarefa tão específica e crítica. A gestão dessas equipes e o controle de qualidade do trabalho delas pode demandar um grande esforço, tirando tempo do gestor da área para outras tarefas que seriam mais estratégicas.

 


#3 Queda da produtividade do gestor:

Como consequência do que já foi mencionado no item anterior, ao concentrar as energias nessas documentações (embora seja importante para a área), o gestor não consegue focar sua atenção em questões estratégicas, ficando boa parte da agenda tomada por questões operacionais. Isso pode prejudicar o andamento de outras tarefas, complicando a organização jurídica.

 


#4 Informações descentralizadas:

A falta de sistematização e organização das documentações compromete tanto no aspecto da agilidade do levantamento de informações, quanto no risco de deixar de lado algum dado importante sobre o funcionário. O claro reflexo disso é a equipe investir mais tempo e atenção em processos operacionais do que em atividades de análise para melhorar processos e otimizar resultados.

Se você se identificou com um, ou mesmo com os quatro tópicos acima, está na hora de pensar em soluções que possam colaborar para simplificar a gestão do departamento jurídico, sobretudo quanto ao cálculo trabalhista. A automatização dos processos surge como a alternativa viável e acessível para isso, como será apresentado no próximo post dessa série.

Continue ligado aqui no blog da Benner e saiba como manter em ordem a organização jurídica de sua área para ficar longe das estatísticas que abriram este artigo.

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