Saúde

Médico bom é o médico especialista

9 de Outubro de 2019 | por Fábio Melo

Certamente, você já ouviu falar
que médico especialista é melhor.
Mas até que ponto isso é verdade?

O especialista é aquele que, após finalizar o curso de Medicina, passa, no mínimo, mais dois anos se capacitando. Ele estuda e realiza práticas clínicas focadas na área
escolhida. Como possui um conhecimento amplo em sua especialização, tem a
capacidade de indicar o melhor tratamento e recomendar medicamentos com maior
precisão, em contraponto precisamos entender o papel do médico generalista.

Abaixo, você vai conhecer um pouco mais sobre a trajetória de um médico especialista e conhecer quem, especificamente, trata de doenças como hipertensão, asma e diabetes.

O que é um médico especialista?

Ao conversar com estudantes de Medicina, eles costumam informar o tipo de especialização que desejam fazer assim que terminarem a carga horária padrão do curso, que é de, aproximadamente, 7200 horas, distribuídas em seis anos de estudo.
Como o estudo específico dura mais dois anos, é preciso se dedicar, ao todo, oito anos à capacitação para ser considerado um médico especialista.

Durante muito tempo, os chamados clínicos gerais eram a grande maioria. Esses profissionais sabiam de tudo um pouco. E, portanto, atendiam pessoas com qualquer tipo de problema. Porém, com o avanço na área da Medicina, surgiu a necessidade de maior especialização - ou seja, de um conhecimento mais aprofundado.

A partir disso, houve um crescimento na quantidade de médicos especialistas, que são aqueles capazes de diagnosticar doenças com precisão e indicar melhor tratamento. Inclusive, conseguem recomendar medicamentos e exames, assim como cuidados e medidas preventivas em sua área de atuação.

Quem ganha com a presença do médico especialista são os pacientes. Eles têm a garantia de estarem sendo atendidos por alguém que estudou sobre o assunto e está em constante capacitação. Afinal, a Medicina está sempre se atualizando e é preciso segui-la.

É verdade que o médico especialista ganha mais?

De maneira geral, os médicos costumam ganhar bem. Inclusive, segundo um levantamento do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), a profissão ocupa o ranking das mais bem pagas no Brasil.
Esse valor pode aumentar conforme a área de atuação escolhida. Segundo o Guia de Carreiras, as três especialidades melhor remuneradas são:

  1. Cirurgião Plástico;
  2. Cirurgião;
  3. Ortopedista.

Além da questão salarial, a procura por especializações também está ligada com a cultura dos brasileiros. No caso, há maior tendência a procurarem especialistas, principalmente porque os convênios possibilitam acesso a eles.

Como o envelhecimento populacional pode afetar a cultura do atendimento médico com especialistas?

Para entender o paralelo entre médicos especialistas e generalista no universo do
envelhecimento populacional, basta se atentar para a expectativa de vida dos brasileiros. Para se ter uma ideia, de 1940 a 2016, ela subiu mais de 30 anos.

De acordo com Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), as pessoas estão vivendo, em média, até os 76 anos. Para os homens, a sobrevida é de 72,5; enquanto para as mulheres, de 79,6 anos.

E o que explica o aumento sofrido nesses mais de 70 anos? Grande parte, ao avanço da Medicina. Se antes uma doença “x” apresentava um desfecho clínico em três ou quatro anos, com as especializações médicas, o fim é completamente diferente.

Doenças como asma, diabetes, hipertensão, entre outras, passaram a ser tratadas ao longo de uma vida inteira - mudando de vez a forma como enxergamos a saúde.

Logo, pode-se dizer que “médico bom é o médico especialista, em seus pacientes”.

Isso porque, quando o médico conhece realmente seus pacientes e entende suas manias, necessidades, condições de vida, torna-se mais fácil acompanhá-lo.

Desta forma, por mais que a importância dos especialistas seja inegável, não é possível descaracterizar o papel dos chamados clínicos gerais. Eles também têm papel essencial para o aumento na sobrevida dos brasileiros, conforme explicaremos abaixo.

Afinal, quem é o médico especialista em hipertensão, asma
e diabetes?

O médico da família, também chamado de generalista ou de atenção primária, pode ter especialização em saúde da família ou atuar como clínico geral. Ele atende todos os tipos de doenças, de todas as especialidades e que acomete pessoas de qualquer idade.

Como acompanha o paciente ao longo de toda a vida, visto que o procuram em qualquer alteração na saúde, consegue indicar melhor o tratamento de acordo com seu histórico.

Segundo o Instituto de Estudos de Saúde Complementar (IESS) e Ministério da Saúde, a atenção primária resolve de 80% a 85% dos problemas de saúde da população. Logo, é um nível fundamental da assistência que precisa ser incentivado e aprimorado. Tanto para que se atinja melhores resultados, como para que todo o sistema funcione bem.

Com esses números, você deve estar se perguntando: mas se a resolutividade é grande, por que não procuramos esse médico primeiro? Simplesmente, por uma questão cultural.

Durante anos, as pessoas vêm escolhendo seu plano de saúde pelo tamanho da lista da rede credenciada. Ou seja, pela quantidade de especialidades, hospitais, clínicas e profissionais habilitados.

Pensando nas doenças de forma individualizada, seria preciso tratar a hipertensão com um cardiologista, a asma com um pneumologista e a diabetes com um endocrinologista. Isso se não houver outra doença que esteja causando o problema
- o que aumentaria a lista de médicos especialistas a serem visitados e possivelmente não teria um resultado efetivo.

Pense nele como um personal médico ou coaching de saúde

Por mais que o médico especialista seja importante, a ideia é mudar a mentalidade enquanto beneficiário ou paciente. Precisamos enxergá-lo como observamos outros profissionais, como coaching e personal trainer. Que buscam conhecer a pessoa de forma individual e ajudar no seu desempenho.

Portanto, busque seu médico na atenção primária e/ou um clínico geral, faça o seu check-up e monte um planejamento de visitas anuais. É possível, também, procurá-lo sempre que surgir algum problema, permitindo que ele tenha um controle mais próximo do seu histórico. Desta forma, é possível mudar a relação que você tem com a sua saúde.

Este é só o começo da revolução na área da Medicina. A expectativa é que surjam muitas coisas boas e diferentes nos próximos anos!

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