Compliance Jurídico

Garantias judiciais e recursais: como gerenciar com escritórios credenciados?

27 de Outubro de 2016 | por Equipe Benner

Muito além da emissão de pareceres jurídicos, assessoria e elaboração de contratos, as empresas (e o mercado) vêm exigindo dos departamentos jurídicos uma atuação mais estratégica. A área deixa de ser associada apenas à presença no tribunal e deve propor a adoção de práticas preventivas, estar sempre conectada aos negócios da empresa e colaborar diretamente para o resultado financeiro da companhia.

Colaborar com o resultado financeiro? É isso mesmo! Além da importância de redobrar a atenção ao realizar cálculos trabalhistas, por exemplo, a gestão de garantias jurídicas  se apresenta também como uma ação estratégica que contribui com o cenário financeiro da companhia. É necessário conhecer os valores depositados judicialmente e, mais ainda, saber o momento certo de resgatá-los. A correta administração das garantias permite que a empresa tenha certeza de que os valores informados pelo jurídico à contabilidade são reais. As perguntas chave são:

  • Os números que estou apresentando a contabilidade, realmente existem no banco?
  • Já foram liberados para a parte contrária?
  • Estão em minha conta aguardando conciliação?

Um dos pilares dessa gestão será, sem dúvida, o controle da base de depósitos distribuídos em seus escritórios credenciados. Seu departamento jurídico precisa fazer as gestão dos depósitos de garantia com as informações enviadas pelos escritórios conveniados. Quantos processos estão ativos e qual a situação de cada um deles? Qual o montante de garantias bancárias e quanto está disponível para resgate na instituição bancária? São perguntas que o departamento jurídico precisa responder se quiser ser efetivo na gestão desses valores.

Conseguir mais transparência entre seu departamento jurídico e os escritórios contratados é um desafio já conhecido por você, gestor jurídico. Ficar na dependência do envio de informações pelos escritórios conveniados, sem padronização nem automatização, pode inviabilizar a gestão de garantias bancárias. Isso porque, dependendo do volume de processos, nem os escritórios conseguirão passar as informações corretas e atualizadas de cada processo, nem sua empresa conseguirá realizar a análise do reflexo desses dados nos depósitos judiciais. 

Para ter uma análise macro de processos já finalizados e depósitos a serem recebidos ou pagos, é fundamental contar com tecnologia para organizar o processo de trabalho e facilitar a gestão dos escritórios pelo seu departamento. Com procedimentos padronizados e bem definidos vão aumentar a produtividade do escritório e do seu departamento. Quatro vantagens imediatas surgem aqui:

  1. Liberação de tempo dos advogados para atuar na gestão das garantias, buscando informações atualizadas sobre o andamento dos processos, valores das condenações e saldos a receber.
  2. Segurança na troca de informações, ao passo que a automatização e a integração entre a sua empresa e os escritórios credenciados, ajuda no estabelecimento das tarefas que o escritório deve cumprir, com garantia de acompanhamento.
  3. Recuperação de créditos esquecidos no banco.
  4. Conciliação de valores creditados na conta da empresa e que o jurídico tem dificuldade de prestar contas.

Para que o departamento jurídico da sua empresa consiga resultados promissores e contribua de forma estratégica para os negócios da companhia, gerencie atividades internas em conjunto com as atividades dos escritórios credenciados. Com automação, é possível driblar o desafio de elevar a performance dos escritórios, além de evoluir a organização jurídica dos seus processos

Continue acompanhando nosso blog, que trará mais informações valiosas sobre a gestão de garantias. Enquanto isso, você sabe dizer qual a diferença entre automatizar e informatizar? 

cta_benner_juridico_ti_horizontal

 

 

Comente