Logística

Como criar mais valor nas empresas de transporte e logística?

16 de Setembro de 2016 | por Equipe Benner

Recentemente, a McKinsey & Company, consultoria global dos Estados Unidos, publicou um artigo baseado em pesquisas e análises nos últimos 10 anos. O artigo mostra que o setor logístico possui uma taxa de lucratividade aproximadamente 30% menor do que outras indústrias. Mas o estudo também mostrou que existiam empresas de operação logística que possuem indicadores acima da média das indústrias, e que esse fato está relacionado à criação de valor que essas empresas conseguem gerar. Isso implica dizer que, adotando ações que aumentam o valor dos seus serviços e do seu negócio, há sim espaço para crescer, mesmo em um mercado tão competitivo.


Seguindo essa premissa, desafios já conhecidos no setor passam a ganhar mais importância e precisam ser observados imediatamente pelas empresas de logística, para que estejam preparadas para as tão faladas megatendências identificadas para o segmento. Confira!

#1 Megacidades e a forma como os mercados serão atendidos

Dentro de vários mercados emergentes como Brasil, Turquia e Rússia, o principal centro comercial e financeiro responde por pelo menos um terço do PIB nacional. Nos Estados Unidos, por exemplo, o corredor Boston - Nova Iorque - Washington e a grande Los Angeles, têm cerca de um terço do PIB do país. As megacidades são núcleos demográficos e econômicos dominantes, que passam a exigir do transporte logístico ainda mais eficiência e controle da operação.

#2 Bolsões regionais de crescimento

Mesmo com as megacidades fortalecidas, o surgimento de bolsões regionais de crescimento, alguns em torno dos grandes centros, outros em regiões menos desenvolvidas e abastecidas, também é uma realidade. E eles poderão impactar no crescimento orgânico das empresas de logística, que passam a ter novas regiões e mercados locais em amplo crescimento para atender.


  • Nesse cenário, tecnologias de roteirização e rastreamento passam a ser, mais do que nunca, fundamentais para as empresas logísticas atenderem a demanda e exigências das megacidades. É necessário contornar o tráfego, traçar rotas mais inteligentes, rápidas e econômicas, para preservar os processo de coleta e entrega e reduzir os riscos da operação.

#3 Operações de transporte compartilhadas

Ter uma excelente operação de transporte em todo o Brasil, pode exigir parcerias com empresas de outros locais para auxiliar a sua transportadora a cobrir áreas nas quais não está presente. Considerando o tamanho do país, essa pode ser a melhor e mais rentável das alternativas. A melhor estratégia para realizar as operações passa a ser contar com parceiros de confiança e que atuem com a mesma qualidade que sua empresa busca.


  • Para essas operações de transporte compartilhado, a tecnologia amplia a vantagem competitiva, ao passo que propicia a integração entre plataformas e sistemas diferentes. Essa integração aumenta a performance dos processos e fornece informações mais rápidas e precisas para a tomada de decisão. Além de propiciar também maior controle da operação com parceiros.

#4 Inovação disruptiva

Com o excesso de informação e dados armazenados no mundo hoje, que devem crescer ainda 50 vezes até 2020 e o alcance dos dispositivos móveis, inovações tecnológicas disruptivas já são realidade. Elas promovem alterações no negócio, propondo novas formas para atender a uma demanda represada, seja pela falta de capacidade ou pela impossibilidade de ter essa demanda satisfeita nos moldes tradicionais.


Esse movimento já atingiu áreas como turismo, hotelaria, beleza, viagens aéreas e transportes terrestres. O consumidor exige experiências mais individualizadas e de maior qualidade.


  • A ‘uberização’, economia colaborativa onde aplicativos, como o Uber e o Airbnb, são exemplos das novas experiências exigidas pelo consumidor. Apoiados principalmente em smartphones e tablets, esses aplicativos estabelecem linha direta entre consumidores e fornecedores, oferecendo serviços personalizados. O surgimento de novas formas de rastreamento e a evolução da internet das coisas, trazendo mais inteligência às máquinas e equipamentos, também são exemplos de inovações tecnológicas disruptivas que devem impactar o setor logístico.

#5 Desafio das escolhas de investimentos em ativos

Garantir o cumprimento das metas de resultados, com decisões alinhadas à estratégia econômico-financeira da empresa, para aumentar sua performance e o retorno sobre o investimento passa a ser crucial nas empresas. A escolha entre modelos de investimento como CAPEX (investimento em ativos que sofrem depreciação) e OPEX (investimento em serviços ligados às despesas operacionais, dedutíveis do imposto de renda), são exemplos de análise voltada a melhor sustentação dos planos de crescimento de uma empresa.


  • Para que as escolhas de investimentos em ativos sejam acertadas, contar com  ferramentas tecnológicas de informação gerencial, simulação de resultados da empresa, orçamentação, entre outros, é fundamental para fornecer bases sólidas para as escolhas.

#6 Mudanças constantes do ambiente regulatório

O setor logístico, como todos no país, tem diversas leis e regulamentos a seguir. E em decorrência das mudanças do mercado e da sociedade, leis já existentes sofrem alterações constantes e novas normas são criadas com certa frequência. É cuidado com o motorista, regras de circulação de mercadorias, normas de trânsito em geral, sustentabilidade nos transportes e armazenagem, entre outros aspectos cobrados por lei.


  • Com o avanço tecnológico, o ambiente regulatório no Brasil passa por projetos chamados de “e-gov”, que passam a exigir das empresas o atendimento da legislação de forma eletrônica. Para atender a essa exigência, contar com a tecnologia para manter as informações estruturadas, garantir o atendimento das leis e manter a conectividade com as plataformas do governo é fundamental.

#7 Aumento da volatilidade da demanda

A disponibilidade de informação e inovações constantes promovem nos consumidores uma alta volatilidade de demandas. Produtos e serviços requisitados hoje, facilmente darão lugar a outras necessidades amanhã, movimento esse impulsionado pela tendência crescente da busca de mais produtos, diferentes marcas e maior variedade de opções.


  • Essa volatilidade da demanda é um grande desafio, e somente a tecnologia pode proporcionar, por meio de dados estruturados e inteligentes,  informações gerenciais que ajudam a direcionar os negócios, sejam na produção ou na distribuição de produtos e serviços na cadeia de suprimentos. O big data por exemplo, é um grande aliado na busca de informações para direcionar a diversificação da oferta.

Um dos grandes obstáculos dos processos produtivos é a distância entre quem produz e quem consome, e nesse sentido, a complementaridade dos serviços prestados pelas empresas de logística se torna um fator de criação de valor inquestionável. Produto produzido mas não distribuído, ou distribuído de forma inadequada, perde valor, certo?


E se o mundo caminha para o uso extremo da tecnologia, transportadoras e operadores logísticos devem sempre buscar investir nas melhores alternativas trazidas pela inovação, buscando reduzir custos sem impactar seus clientes. Para obter sucesso e se diferenciar no mercado, contar com tecnologia para melhorar processos, produtos e serviços, aumentando a satisfação dos clientes, será determinante para aumentar os resultados e o valor da marca.


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