Operadoras de Saúde

Como as normas da ANS impactam nos negócios das operadoras de saúde

3 de Fevereiro de 2017 | por Equipe Benner

O programa voluntário de Acreditação da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) para as operadoras de planos de saúde merece alguns pontos de reflexão a respeito.


Criado como uma resolução normativa, a RN 277 surgiu com o objetivo de aumentar a qualidade na prestação dos serviços ofertados pelas operadoras de saúde. Para isso, são avaliados diversos critérios e procedimentos e, a eles, atribuídas notas que classificarão o nível de maturidade de gestão e do retorno de satisfação dos clientes.


A proposta é, sem dúvidas, assertiva, mas as operadoras se perguntam o quanto aderir a esse programa traz impactos positivos tanto para o negócio quanto na entrega para os beneficiários.


Afinal, atravessamos um momento de grande instabilidade econômica, em que o setor anunciou a perda de 910 mil beneficiários só no primeiro semestre de 2016. Isso, sem contar no aumento crescente de despesas do setor e a redução de lucros.


Por que aderir?


Ao optar pela adesão à acreditação, a operadora precisar elaborar um plano de ação para cumprir as metas estabelecidas, com o propósito de otimizar a gestão em saúde.A gestão consolidada e planejada reduz erros operacionais e estruturais, refletindo em redução de custos desnecessários.


A acreditação permite às operadoras a elaborarem um diagnóstico de seu negócio, conhecê-lo melhor e, assim, resolver possíveis transtornos com mais segurança e agilidade. E para os consumidores, há maior clareza na qualidade dos serviços prestados por cada uma das operadoras de mercado.


O que são avaliados?


O programa de acreditação identifica e define parâmetros de qualidade a serem utilizados pelas operadoras. Na RN 277 são avaliadas sete dimensões e 147 itens ao todo. São eles:


#1 - Programa de Melhoria de Qualidade – 11 itens avaliados;


#2- Dinâmica da Qualidade e Desempenho da Rede Prestadora – 12 itens avaliados;


#3 – Sistemáticas de Gerenciamento das Ações dos Serviços de Saúde – 25 itens avaliados;


#4 – Satisfação dos Beneficiários – 9 itens avaliados;


#5 – Programa de Gerenciamento de Doenças e Promoção da Saúde – 51 itens avaliados;


#6 – Estrutura e Operação – 15 itens avaliados;


#7 – Gestão – 24 itens avaliados. 

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Com a adesão ao programa de acreditação, espera-se da operadora de planos de saúde:


- Ter um modelo de gestão integrado e estrategicamente alinhado aos processos, atendimentos e rede credenciadas;

- Gerenciar a qualidade dos processos e apontar melhores indicadores operacionais;

- Avaliar, quantificar e distribuir melhor sua rede de credenciados de acordo com as necessidades geográficas;

- Registrar juntas médicas para autorizações prévias.


Credibilidade e transparência são palavras que definem esse programa de acreditação. O beneficiário, por sua vez, saberá avaliar melhor o plano que pretende contratar. Como vantagens ao consumidor, podemos destacar:


- Possibilidade de selecionar os prestadores de acordo com a qualidade do serviço prestado e localização

- Informações seguras no acesso e arquivamento

- Escolha de plano de acordo com o seu perfil

- Suporte total no agendamento de consultas, exames e demais procedimentos médicos

- Agilidade nas autorizações


A acreditação é a maneira formal de reconhecer que as operadoras estão na busca da melhoria contínua dos seus processos. O que reflete em fidelização de clientes e retornos de receita.

Mas ainda há muito o que se fazer. Das 1,4 mil operadoras credenciadas pela ANS no país, apenas seis possuem acreditação. Não seria a hora de mudar o jogo? Afinal, há caminhos para crescimento e serviços de qualidade sempre terão lugar na escolha do consumidor.

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