Logística

Como a automação logística melhora suas alianças estratégicas?

23 de Setembro de 2016 | por Equipe Benner

O acirramento da competição e a crescente sofisticação do consumo resultaram em um ambiente de vendas turbulento, onde a capacidade de atender o cliente respeitando o prazo e as qualidades dos itens comprados emergem como metas centrais da empresa.


Nesse contexto, as alianças estratégicas são bem-vindas para suprir as entregas de determinada região - como ter uma aliança estratégica de armazenamento de cargas com uma empresa da região Nordeste, por exemplo. Mas o que é aliança estratégica e qual é a melhor forma de você, gestor logístico, fazer uma administração operacional dessas alianças?


“Alianças estratégicas são um tipo de estratégia de cooperação explícita entre empresas. São parcerias entre empresas que têm interesse em complementar seus recursos ou potencializar o uso dos mesmos em novos mercados. A partir de alianças, as empresas podem superar barreiras de entrada em mercados onde não seria possível entrar de forma isolada”.

Trecho retirado do livro Strategic Management - Concepts: Competitiveness and Globalization


Após escolher um parceiro logístico que supra suas necessidades e também as dele, o controle dessa aliança estratégica passa necessariamente pela criação de um mecanismo para gerenciamento de seus objetivos e estabelecimento de canais para essa administração.


Isso é obtido por meio de indicadores de logística, como por exemplo papéis e responsabilidades de cada parceiro, medidas de performance usadas para auditar metas estratégicas e aderência aos padrões operacionais, tipo de informação a ser compartilhada e frequência e forma de comunicação entre as partes. Lembrando que a automação logística é uma forma de tornar mais prática a gestão operacional dessas alianças.


Depois de serem identificadas as expectativas e os padrões comuns de operação de diversas atividades logísticas (mensuração do serviço ao cliente, processamento de pedidos, controle de estoques, previsão de demanda, transporte e distribuição, armazenagem e estocagem e localização de depósitos/armazéns), todas essas etapas devem ser gerenciadas.


Isso envolve basicamente o gerenciamento da resistência às mudanças e a disseminação da visão de que, quando bem definidos os indicadores logísticos, junto com um sistema de informação para logística e automatização das operações, a automação oferece uma facilidade de controle e acompanhamento dos processos, diminuindo o receio de realizar parcerias.


O acompanhamento também deve ser feito por meio de visitas às instalações da empresa parceira, a fim de desenvolver uma melhor compreensão de ambas as operações. Aí está o ponto-chave para que uma aliança logística seja bem sucedida: visitas contínuas facilitam a identificação de oportunidades de ganhos, bem como auxiliam na criação de um canal de comunicação informal e extraorganizacional entre as duas empresas.


Dessa forma, flexibiliza e agiliza possíveis correções de rumo decorrentes de mudanças no ambiente competitivo. Esses ajustes também podem envolver a dissolução da aliança, caso tenha sido inviável atingir o indicador de desempenho logístico preestabelecido.

A aliança estratégica entre duas ou mais empresas é uma alternativa eficaz a eventuais problemas que as transportadoras possam estar passando e também pode ser considerada como um investimento de menor custo para se alcançar o objetivo almejado. Criando, assim, valor por meio da união de forças na construção de vantagens competitivas capazes de colocar as empresas participantes da aliança em posição privilegiada frente à concorrência. Além de poderem diluir seus custos e compartilhar conhecimentos e know how, criando uma sinergia importante às duas empresas e ajudando-as a enfrentar o mercado global com mais segurança.

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