Imagine que grande parte dos dados dentro da sua empresa podem ajudar a antecipar padrões e tendências para se destacar no mercado. Ou mesmo para evitar uma crise, apenas utilizando a tecnologia certa. Pois a tecnologia capaz de transformá-los em informações valiosas é formada por ferramentas de Business Intelligence (BI), Big Data e analytics. As receitas mundiais para Big Data e análise de negócios atingiram US$ 150,8 bilhões em 2017, um aumento de 12,4% em relação a 2016, de acordo com a IDC.

O uso de analytics estabelece novas correlações entre os dados, por meio da análise preditiva. Pesquisa encomendada pelo Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças de São Paulo (Ibef/SP) revelou que 70% de 205 executivos consultados no Brasil nunca usaram um modelo estatístico chamado análise preditiva.

O que é a análise preditiva

A análise preditiva combina o uso de dados, algoritmos e técnicas de machine learning para prever situações futuras. O propósito é lançar mão de dados estatísticos e históricos, que fazem parte do Big Data da empresa, para decidir as melhores ações para o sucesso dos negócios.

Esses dados permitem a criação de modelos preditivos, que centram sua análise em torno de variáveis, de acordo com cada negócio. E assim, ajudam a prever necessidades e problemas do mercado, a fim de antecipar soluções.

Conforme o Gartner, até 2020, 50% das consultas analíticas serão geradas por meio de Processamento de Linguagem Natural (PNL). Isso fará colaboradores mais capazes de fazer perguntas mais detalhadas sobre os dados que receberem, melhorando também a qualidade das respostas. Ou seja, serão gerados mais conteúdos relevantes e abundantes para os softwares de Business Intelligence (BI) analisarem, além de mais universos para que Business Analytics (BA) façam projeções futuras.

Cada vez mais organizações estão se voltando para a análise preditiva visando aumentar seu lucro e sua vantagem competitiva. Veja três razões que explicam o interesse pela inovação:

  1. Crescentes volumes e tipos de dados, além de maior interesse na utilização de dados para produzir informações valiosas,
  2. Computadores mais rápidos e mais baratos e softwares mais fáceis de usar,
  3. Agravamento das condições econômicas e uma necessidade de diferenciação competitiva.

 

A análise preditiva se concentra, hoje, especialmente em cinco capacidades:

  1. Identificar tendências
  2. Prever comportamentos
  3. Entender as reais necessidades de clientes
  4. Promover a tomada de decisões baseada em dados confiáveis
  5. Melhorar o desempenho dos negócios


Organizar e planejar os dados

As empresas interessadas em cultivar essa nova fonte de receita precisam olhar para os dados de uma forma mais organizada e planejada para transformá-los sistematicamente em ações.

Esse processo acontece em quatro etapas:

  1. Coleta dos dados distribuídos por toda a empresa,
  2. Limpar e estruturar os dados,
  3. Executar análises e testar hipóteses,
  4. Tomada de decisão

Para garantir sua eficácia, todos os quatro passos são valiosos para o processo, uma garantia de um trabalho complexo que requer a assessoria de especialistas.

Analytics para a área jurídica

Os departamentos jurídicos das empresas geram uma quantidade contínua e crescente de dados. Esse volume significa que cada profissional precisa aumentar seus conhecimentos, acumulando mais e mais informações.

Outros dados importantes são produzidos pela área de jurisprudência e pelas interpretações da legislação. Além disso, os registros jurídicos, os testemunhos, as acusações e os sumários do juiz são exemplos dessas fontes valiosas de conhecimentos.

No entanto, um volume muito grande de dados desorganizados acaba não sendo muito útil para os profissionais. Por isso, a solução para captar e organizar melhor os dados é a utilização do Big Data. A ferramenta serve então para transformar dados brutos em informações úteis, analisando-as e organizando-as a fim de que forneçam matéria-prima para o desenvolvimento de estratégias eficientes.

Atualmente, os profissionais da área jurídica estão aplicando os recursos do Big Data para a pesquisa e a melhor preparação de casos. Instituições do setor podem oferecer quantidade considerável de dados, com detalhes sobre casos que servirão como ponto de partida para o advogado.

Como motores de busca, essas entidades funcionam bem, mas não apresentam ferramentas analíticas mais avançadas. Contudo, o Big Data permite segmentar inúmeras informações, sistematizando-as e identificando padrões.

Portanto, esse grande conjunto de dados armazenados pode ser usado em um escritório jurídico para converter os dados brutos em informações valiosas, o que certamente contribui para a tomada de decisões estratégicas mais eficientes.

O conceito de Big Data está associado a atributos denominados 5 Vs:

  1. Valor
  2. Veracidade
  3. Variedade
  4. Volume
  5. Velocidade


Vantagens do analytics

A análise dessa grande quantidade de informações leva a um entendimento mais amplo e profundo dos clientes e competidores. Isso possibilita decisões rápidas e mais adequadas às variações do mercado. A partir de então, diversas ações passam a ser otimizadas. Veja a seguir quatro delas:

  • Criação de estratégias de marketing,
  • Gerenciamento de risco,
  • Relacionamento com o cliente,
  • Melhoria dos processos internos


A partir das análises, as empresas podem compreender melhor o que estão fazendo de forma mais eficiente. Ao mesmo tempo, percebem onde estão os problemas. Os profissionais de analytics descobrirão as causas dos problemas recorrentes. Em consequência, projetarão o futuro, caso esses problemas persistam e, finalmente, buscarão formas de mudar as rotinas e processos para que sejam reduzidos.

De acordo com o norte-americano Peter Norvig, ex-diretor de tecnologia de informação da Nasa e atual diretor de pesquisa do Google, mais de 90% da informação armazenada aparenta ser dispensável. O diferencial está naquilo que é considerado lixo. Norvig acredita que o grande segredo do Big Data é que as grandes descobertas ocorrem quando olhamos com os olhos corretos o que foi descartado e vemos o que esses dados podem revelar do mundo.

Percebeu como o analytics ajuda a olhar para o futuro e descobrir as oportunidades? Além disso, melhora a relação custo-benefício e otimiza a receita gerada por novos produtos e serviços. Nessa era digital, os dados são o novo petróleo. E saber como refiná-lo, com o uso de BI, é a chave para alavancar seu potencial.

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