Quem disse que comprar um software jurídico é tarefa simples se engana. O trabalho de reconhecer as soluções que melhor conversam com as demandas diárias de escritórios, departamentos jurídicos e profissionais freelancer quase sempre envereda por um caminho criterioso, porém cheio de bifurcações e atalhos. O perigo de cair em armadilhas e comprar uma solução que na verdade só gera problemas começa quando não há clareza sobre o que esse software jurídico deve operar ou de como ele envolve todos os setores de um negócio. A sua empresa está cogitando contratar uma solução? Antes de bater o martelo, avalie alguns questionamentos importantes.


● Você já sabe tudo que um software jurídico precisa ter? Já pensou em como sua empresa pode se beneficiar com essa ferramenta? Há algumas opções de mercado que oferecem integração e indexação de documentos, outras ajudam nas finanças e raras opções se mostram como um modo de ajudar a construir os processos.

● Em algum momento passou pela sua cabeça delegar a um funcionário a elaboração do software jurídico? É melhor investir em um software especialista uma solução profissional, do que depender da criatividade e ter que pagar mais caro por ideias desenvolvidas dentro de casa. Até porque, a briga judicial pode se revelar uma faca de dois gumes: em um momento quem tem razão é a empresa, no outro o funcionário. Alem disso, a visão deste departamento jurídico e deste funcionário teriam grande dificuldade de estar alinhadas com a prática de mercado e suas evoluções.

● E usar uma solução não licenciada? Está aí uma atitude que só gera dores de cabeça, mas que acontece frequentemente quando o setor de TI não consegue suprir a demanda do jurídico. Os próprios advogados instalam nas máquinas ou usam em computadores próprios as soluções não licenciadas.


Agora que você está em busca de respostas mais aprofundadas, entenda melhor três aspectos importantes desse processo, que tem ficado mais complexo e interfere diretamente na governança em TI. É o que constata uma pesquisa sobre o comportamento do consumidor de tecnologia feita por meio do LinkedIn com líderes de TI, repercutida pelo Canal Comstor.

#1 Escolher leva tempo

O processo de escolha por um fornecedor leva tempo, porque, durante a compra, há espaço sempre aberto à concorrência. A pesquisa feita por meio do LinkedIn mostra que 30% dos brasileiros entram em contato com novos fornecedores quando começam a negociar a aquisição de tecnologia para seus negócios. A escolha depende de etapas definidas entre o entendimento das necessidades da empresa que busca um software jurídico, por exemplo, e a implantação da solução.

A pesquisa aponta que o processo inteiro de compra, teste e primeira renovação pode chegar a 33 meses. Isso porque a escolha de uma solução leva de dez a 15 meses para ser finalizada. Está inclusa nesse período, a análise das necessidades do negócio relacionadas às qualidades que cada software oferece. Somada à etapa inicial, a de implantação se estende de oito a 12 meses, mais a renovação do serviço, que pode ser fechada em pacotes de quatro ou seis meses.

#2 A tecnologia interessa a toda empresa

Foi-se o tempo em que o gestor de TI selecionava sozinho as soluções tecnológicas de setores específicos da empresa. Mais de 60% dos colaboradores participam da compra, é o que mostra a pesquisa feita pelo LinkedIn. A TI agora recebe o suporte do usuário final para automatizar os fluxos de trabalho, por exemplo, do setor jurídico. A lógica mudou e de nada adianta escolher sem consultar o usuário final do software ou até do hardware

Durante os longos períodos de compras de software, é bem provável que você tenha sentado à mesa com responsáveis pelo setor de compras e pela gestão e operação das áreas envolvidas. Tudo isso para acertar em qual modelo de computação se encaixa a solução — na nuvem ou no servidor em casa — e qual responde melhor às necessidades de desempenho de um determinado setor. A governança em TI não está isolada do investimento em infraestrutura e passou a encontrar seu lugar nas estratégias de outras atividades das empresas. O que vai ao encontro dos resultados do estudo, que apontam a presença de quatro ou mais membro de departamentos diversos participantes do processo de compras.

#3 A decisão deve ser tomada em grupo

Cada setor tem um planejamento orçamentário e interesses a serem levados em consideração quando o assunto é a compra, por exemplo, de um software jurídico. Por isso, as decisões devem ser tomadas em grupo, de forma multidisciplinar, considerando alguns critérios. Na pesquisa, os mais importantes na escolha foram:

● Adequação aos requisitos;
● Estudos de caso;
● Facilidade de fazer negócios;
● Experiência do usuário.

O processo de compra do software jurídico é criterioso, envolve toda empresa e tem resultados na governança em TI e na gestão estratégica de processos e contratos. Quer selecionar o melhor fornecedor? Conheça o modelo de RFP (Request for Proposal) da Benner acessando gratuitamente o ebook, ao clicar aqui.

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