Que inovar e seguir a tendência da logística para mercado são necessários para continuar competitivo já não é uma novidade, não é mesmo? Hoje, sabe-se que administrar uma transportadora não é meramente entregar as cargas.

Obviamente que a coleta e entrega de mercadorias são essenciais para o bom andamento dos negócios, mas muito mais que isso, para que a rotina de uma empresa de transporte flua corretamente, uma série de fatores precisam ser considerados. Como o cumprimento da legislação, por exemplo. No Brasil, existem diferentes obrigações legais para o transporte de carga, variáveis muitas vezes de acordo com o Estado ou, com a carga transportada.

Além das obrigações legais, a tendência da logística é sofrer alterações em seus processos para acompanhar o desenvolvimento do mercado. Essas mudanças na forma de atuação e gerenciamento de processos acontecem para manter clientes fiéis e satisfeitos, visando sempre atender aos perfis cada vez mais exigentes de consumidores.

A logística reversa no dia a dia do transportador

Com todo o avanço tecnológico vivido diariamente, cada vez mais compras online são uma realidade. Para acompanhar essa demanda de mercado, a logística de transporte precisou se reinventar e atualizar. Além do investimento em tecnologias diferentes e atualizadas para atender ao prazo de entrega das mercadorias compradas via web, o transportador precisa vivenciar cada vez mais em seu cotidiano o conceito de Logística reversa. 

A Associação Brasileira de Logística conceitua a logística Reversa como: “o processo de planejamento, implementação e controle do fluxo e armazenagem de matérias primas, estoque em processo, produto acabado e informações relacionadas, desde o ponto de consumo até o ponto de origem”. Ou seja, a logística reversa consiste, basicamente, na devolução de mercadorias.

A partir desse conceito, é possível perceber a importância e a imensidão do desafio: retornar à um fabricante milhares de produtos distribuídos em diferentes localidades. Imagine quão complicado e cheio de percalços é esse processo de retorno!

Mas logística reversa não tem a ver somente com a devolução de mercadorias. Essa tendência da logística está diretamente relacionada com a crescente preocupação com o meio ambiente e o descarte correto de equipamentos nocivos ao ecossistema.

O Ministério do Meio Ambiente introduziu a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), Lei nº 12.305, de 2 de agosto de 2010, destacando a responsabilidade compartilhada entre os envolvidos no processo de fabricação, distribuição e compra pelo ciclo de vida dos produtos. E a logística reversa é um dos instrumentos para aplicação dessa responsabilidade.

A PNRS conceitua a logística reversa como "instrumento de desenvolvimento econômico e social caracterizado por um conjunto de ações, procedimentos e meios destinados a viabilizar a coleta e a restituição dos resíduos sólidos ao setor empresarial, para reaproveitamento, em seu ciclo ou em outros ciclos produtivos, ou outra destinação final ambientalmente adequada.”

Áreas de atuação da logística reversa

De maneira geral, dentro do conceito de logística reversa existem duas grandes áreas de atuação:

#Logística reversa de pós-venda

Refere-se ao fluxo físico de retorno de produtos com pouco ou nenhum uso, devolvidos por qualquer motivo. O objetivo desse processo é agregar valor à produtos devolvidos por questões como:

  •  defeitos no produto enviado;
  • falhas em equipamentos ainda na garantia de fábrica;
  • avarias provocadas pelo transporte;
  • e até mesmo não ser o produto que o cliente estava esperando.

Nas compras realizadas online, a devolução de mercadorias é bastante comum. Imagine que você tenha comprado um sapato via web e, quando a mercadoria chegou em sua casa, não é do tamanho de seu pé. Certamente você vai querer trocar a mercadoria, não é mesmo? Por mais informações sobre o produto que o site contenha, situações como essa podem sim acontecer.

#Logística reversa de pós-consumo

Ao contrário da pós-venda, refere-se ao retorno de produtos que são descartados devido ao fim de sua vida útil, com possibilidades de reutilização (reciclagem) e resíduos industriais no geral. O objetivo é agregar valor à esses produtos e proporcionar destino correto aos materiais.

Além disso, demonstra a importância da logística reversa para o ambiente. Pilhas e baterias, por exemplo, devem ser descartadas corretamente devido aos metais pesados contidos em sua composição. Quando suas cápsulas sofrem deformações, o líquido tóxico contido em seu interior vaza e, além de possuir substâncias cancerígenas, contamina o solo e os lençóis freáticos. Hoje existem leis que obrigam os fabricantes a receberem de volta as pilhas e baterias vendidas. 

Tecnologia para facilitar o processo de logística reversa

Para que o processo de logística reversa ocorra da maneira esperada, com pouca incidência de falhas, descontentamentos de clientes e cumprimento de obrigações legais, o investimento em tecnologia poderá fazer toda a diferença.

Um sistema que proporcione um amplo e confiável controle de estoque, por exemplo, facilita o lançamento de entrada e saída dos produtos. Assim, caso haja necessidade de controlar o retorno, torna-se mais ágil confirmar a origem do produto para que o processo físico da logística reversa seja mais rápido.

Outro exemplo de facilidade proporcionada pela tecnologia, é a capacidade de geração de rotas inteligentes para o recolhimento de materiais da logística reversa de pós consumo, por exemplo. Tornando o trajeto mais rápido, mais seguro ou mais adequado à mercadoria transportada.

Para acompanhar a tendência da logística é necessário atualizar seus processos e adotar novas tecnologias que mantenham a sua transportadora mais ágil e competitiva no mercado. 

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