Já estamos nos acostumando com uma cena cada vez mais comum na TV: policiais federais saindo de empresas com computadores e celulares apreendidos em operações de corrupção e lavagem de dinheiro. Em seguida, vem a entrevista com os advogados dos supostos réus tentando minimizar os impactos da exposição negativa que, na maioria das vezes, faz cair drasticamente o valor de mercado daquela empresa.


Claro que esta é a face mais vergonhosa de esquemas fraudulentos cometidos por algumas corporações. Mas amplia a necessidade das empresas idôneas blindarem sua reputação por meio dos preceitos da Governança Corporativa. Quando se trata de um processo tão regulamentado e crítico como a gestão do departamento jurídico então, a governança corporativa não pode ser dissociada da governança de TI.


A Governança é baseada nos princípios da transparência, independência e prestação de contas (accountability) como meio de atrair investimentos para a organização. Pelo fato dos dados das empresas estarem armazenados e trafegando por meio de sistemas informatizados, os gestores de negócio precisam ter garantias de que estes softwares e ferramentas são seguros e confiáveis. E a TI precisa trabalhar da maneira mais transparente possível perante os stakeholders (executivos, conselho de administração e acionistas) da companhia.

Ao informatizar a área jurídica da empresa, a governança em TI  traz consigo a importância de investir em bons softwares e ferramentas de gestão. São ativos relevantes para as organizações que, a médio prazo, conseguem aumentar o controle dos processos e diminuir custos.


Você, como gestor de TI da sua empresa, acha que usa o suficiente do que a Governança de TI prega? Como fazer com que ela se torne mais relevante para empresa que precisa ter sistemas cada vez mais seguros, com mobilidade e alta disponibilidade para os usuários?

No seu livro IT Governance: How Top Performers Manage IT Decision Rights for Superior Results” (em português é Governança de TI: Tecnologia da Informação) Peter Weill, do Massachusetts Institute of Technology (MIT), confirma que a Governança de TI leva a um melhor retorno sobre os bens da companhia. O pesquisador destaca que a chave para elaborar um projeto eficaz de governança de TI é “fazer tudo do modo mais simples possível”. E aponta quais são os quatro passos fundamentais a serem seguidos:

cta_benner_juridico_ti_horizontal

  • Alinhamento com as áreas de negócios: os CIOs precisam conhecer a estratégia dos demais departamentos da organização, pois só assim conseguirão estipular objetivos que realmente tragam resultados para a área do cliente e para o negócio como um todo. Não se pode pensar na gestão do departamento jurídico sem atender itens essenciais de segurança, tanto no que se refere à confiabilidade dos dados e disponibilidade de acesso, quanto em garantir conformidade com as regras de Compliance da companhia.
  • Mapeamento dos projetos e serviços de TI:  identificando redundâncias, substituindo ferramentas engessadas e obsoletas, tanto em termos de tecnologia quanto em boas práticas de gestão jurídica, por softwares especialistas e integrados e por modelos mais flexíveis como o SaaS na nuvem, por exemplo, o time de TI pode reduzir custos e ganhar a confiança dos gestores das demais áreas. Além disso, demonstra que não é apenas um centro de custos da companhia mas sim, um parceiro estratégico.
  • Estabelecimento de prioridades: os gestores de TI devem priorizar os projetos e serviços de acordo com a estratégia do negócio. Pense o quanto a empresa pode ganhar caso o departamento jurídico possa acompanhar todas as etapas da tramitação do processo, o gerenciamento do contencioso judicial ou extrajudicial, acompanhamentos de prazos por meio de workflow e com informações sempre à mão, acessíveis quando e onde se fizerem necessárias.
  • Acompanhamento dos resultados: os CIOs devem avaliar as políticas de Governança trimestralmente para, então, estipular metas mais factíveis à equipe e identificar fatores que atrapalham o desempenho da área ou a tomada de decisão por parte das lideranças.

Ao trazer mais resultados para a empresa e para uma área crítica como o departamento jurídico, a governança de TI se torna promissora e serve para o CIO mostrar sua capacidade de entender e participar mais efetivamente da estratégica de negócio da empresa.

Mas para tanto, é crucial contar com um parceiro especializado em software para gestão do departamento jurídico, que tenha expertise neste mercado. Conheça a solução especializada na área jurídica da Benner e potencialize os resultados que a governança de TI pode trazer para a sua empresa!